CONTRIBUTO PARA UMA ESTRATÉGIA NACIONAL PARA A GOVERNAÇÃO DIGITAL EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

mo de quem o usa ou de desorganização dos serviços da Instituição à qual pertence
ou representa;
3. Soberania sobre os dados e serviços utilizados: A utilização não controlada de
serviços de correio electrónico pode ser encarada como um risco de quebra de
confidencialidade, integridade ou disponibilidade de acesso a informação considerada sensível. A decisão de utilizar serviços de correio electrónicos externos pode
ser uma opção totalmente legítima mas deve ser tomada de forma explícita, coordenada e em consciência.
CONTEXTUALIZAÇÃO
Uma parte significativa dos dirigentes e funcionários públicos são-tomenses não dispõem de
endereços de correio electrónico institucionais e como tal vêm-se condicionados a utilizar
endereços pessoais em serviços externos à Administração Pública. Esta situação não contribui
para uma percepção de confiança na legitimidade da identidade associada ao titular desse
endereço e pode mesmo ser entendida como falta de organização dos serviços associados.
Mais, a utilização de serviços de correio electrónico externos, quando deixada ao critério de
cada utilizador, pode ser entendido como um risco de segurança no que diz respeito a informação potencialmente sensível e uma ameaça à soberania do Estado.
Este projecto visa oferecer serviços e ferramentas para a catalogação e gestão de contactos
e credenciais de todos os dirigentes e funcionários de serviços públicos, e eventualmente, a
integração automática desta directoria com um serviço de gestão de correio electrónico para
toda a Administração Pública são-tomense.
OPERACIONALIZAÇÃO
A operacionalização deste projecto deverá envolver os seguintes aspectos:
1. Selecção de software de serviço de directoria e definição da sua arquitectura de
operação (por exemplo, multi-nível);
2. Selecção do software de serviço de correio electrónico (recepção, armazenamento
e envio);
3. Dimensionamento dos recursos de hardware, definição das configurações necessárias para a integração destes softwares na infra-estrutura do Centro de Dados
Governamental e entrada em produção;
4. 
Introdução da informação de contacto (nome completo, entidade associada),
credenciais de autenticação (nome de utilizador, senha e validade). O endereço de
e-mail pode ser automaticamente derivado do nome do utilizador e da entidade
associada;
5. Integração com eventuais serviços internos em operação nas entidades da Administração Pública (por exemplo, partilha de ficheiros).

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